quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Can't Stand It - Jessica Winky (9)

            O lugar era totalmente lindo, com algumas pedras que contornavam o rio sintático que se estendia de um lado a outro nu fundo da escola. Fiquei fascinada com o barulho da água se movendo lentamente, e no jeito de que a água ela lucida mesmo com peixes dentro dela.
            — Que lindo — eu disse quase simultaneamente.
            — É — Drew parou do meu lado sorrindo, e alternando o olhar entre mim e o rio. — Ei, me promete uma coisa, tá?
            — Lógico — eu disse, realmente disposta a cumprir a promessa que ele iria propor. — Qual promessa?
            — Bem... são duas coisas — ele chegou mais perto com Paidy e sorriu —, primeiro: você nunca vai vir aqui sozinha, — assenti, e com um suspiro meio triste completou: — e segundo: você nunca vai contar sobre esse lugar a ninguém.
            — Eu prometo — disse sorrindo.
            Achei as promessas estranhas, mas então presumi que o lugar deveria ser bastante significativo a ele, tanto quanto a quadra.
            Drew começou a fazer caretas e falar com um sotaque francês engraçado, o que deixava-o fofo e pudia jurar que via que os olhos deles não estavam tão tristes como costumavam ser, parecia até ter... alegria neles.
            Comecei a rir dele, e ele logo em seguida gargalhou de si mesmo, logo depois de descer e deixar os cavalos bem longe de onde iriamos — eu ainda não sabia onde era —, Drew parou na frente de uma grande pedra cinza — um pouco deformada, mas oval —, bastante larga e comprida.
            Drew agarrou minha cintura e começou a me puxar para a pedra, e nos sentamos nela — ele estava com as pernas jogadas dos meus lados, e a única coisa que estranhei era que eu não estava incomodada tanto quanto ficava quando David fazia isso. Olhei para Drew por cima dos ombros e o vi sorrindo, ainda com a mão relaxada em minha cintura então recostei minha cabeça no ombro dele, e sorri também olhando para o céu.
            Uma nuvem ia em direção oeste, quando olhei-a pudia jurar ter visto um coração que logo se dissipou dando lugar a uma figura insignificante e sem graça.
            Drew puxou minha blusa para trás e então fez com que eu deitasse em cima dele, tentei ir para o lado, mas ele estava apertando minha cintura com força, inclinando-se para pegar um pouco de água ele jogou em mim.
            Dei um suspiro irritado, e então levantei o tronco com o máximo de força que podia, enquanto ele ria como um garotinho de seis anos, que acabara de ver o valentão da escola ser humilhado pelo nerd.
            — Você é muito idiota Drew! — gritei enquanto ele levantava.
            — Não muito diferente de você, né? — Ele chegou mais perto ficando apenas a alguns centímetros de mim, então deu um sorriso travesso.
            Olhei para ele com curiosidade, e ele deu mais dois passos a frente ficando bem perto de mim. Reparei que ele é bastante alto — pelo menos para mim, que tinha apenas 1,65 metro — com seus 1,78 metro ele começou a se inclinar, dando-me a impressão que ele iria me beijar, mas não recuei como de costume, apenas fiquei lá olhando-o nos olhos cor-de-avelã, e então ele mordeu minha bochecha.
            — Você me mordeu? — Eu disse esfregando minha bochecha. — Você me mordeu! Vai ter troco!
            Ele não disse nada, apenas riu e se inclinou um pouco mais — para me morder de novo, eu acho —, então fui mais rápida e mordi-o no nariz afastando-me dele.
            — Ai, besta! — Ele começou a vir em minha direção de novo então saí em disparada em direção aos cavalos, subindo o mais rápido que pude em Unsy, que para minha sorte estava deitada.
            Drew era muito rápido por causa do basquete, por pouco não me alcançou, mas conseguiu roçar a ponta dos seus dedos em meu cabelo.
            Comecei a cavalgar até o estabulo, rindo tanto que mal pude respirar. Depois de colocar Unsy no estabulo, comecei a sair com o tronco contraído e rindo, tinha me esquecido que Drew também havia deixado Paidy no estábulo, e nem o vi indo em minha direção.
            Ele murmurou algo como "você vai se ver comigo" e me pegou, deixando-me deitada no colo dele.
            — Ei! Eu sei andar, me larga!
            — Não, você parece uma macaca andando.
            — Afe, você não cansa de ser idiota? — Perguntei, e ele sem responder me jogou na piscina. — Ah! Droga, qual seu problema garoto?
            Ele jogou a cabeça para trás e começou a gargalhar, então tirou a camisa e pulou na piscina, e se eu não desviasse ele teria caído em cima de mim.
            Xinguei-o baixinho.
            Senti um braço em volta de minha cintura, e mesmo sabendo a quem pertencia dei um pulo. Mergulhei e me virei na direção em que ele estava, então o vi, um abdômen realmente definido para um garoto de 17 anos, em forma de V, que fez-me lembrar do abdômen totalmente invejável do Taylor Lautner — mas o de Drew não tinha os músculos tão saltados, e eu gostava assim —, então quase sem ar submergi a superfície.
            — Droga — Drew disse pegando em minha mão e levando-me para a lateral da qual me jogou, onde dava para a saída.
            — O que houve? — Perguntei olhando em volta.
            — Hoje tem campeonato de natação — ele pegou a camisa preta jogada no chão —, se souberem que estivemos aqui, estamos ferrados. A piscina é privada em dias de campeonato, e quando não é dia de campeonato, só os monitores — ele apontou para si mesmo — e os professores podem entrar.
            — Ah.
            Ele balançou a cabeça, fazendo água espirrar no meu rosto.
            Olhei para ele com raiva, mas ele deu um sorrisinho meigo, não consegui ficar brava com ele e logo já estava rindo das caretas, e do sotaque francês dele.
           
            Voltamos para o lago. A pé a distância parecia bem maior, mas quando chegamos, tudo pareceu mais relaxado enquanto o sol batia de relance no meu cabelo, e o barulho do lago me deixava calma.
            Drew deitou na grama, e eu fiz o mesmo para não ficar olhando para seu abdômen, ficamos lá até nossas roupas secarem, o que não demorou muito para Drew que havia tirado a camisa, fiquei com um pouco de inveja dele por isso.
            Olhei para o lago, então me levantei e fui até ele.
            Drew me olhou de soslaio — ainda bem que ele não percebeu o que eu iria fazer —, enchi minha mão em concha de água, e fingi que ia lavar o rosto, e então me virei e joguei nele.
            — Ma... mas o que? — Ele disse rindo, então olhando para a roupa recém molhada.
            — Desculpa Drew... mas eu não ia ficar molhada sozinha — olhei para ele sorrindo, e ele retribuiu o sorriso.
            Fiquei um tempo pensando porque ele ainda não revidara, e então percebi que ele estava perdido nos próprios pensamentos, alguns tão profundos que nem seu olhar dizia.
            Mas de uma coisa eu sabia: ele estava confuso em relação a algo.
            Ajoelhei-me ao lado dele, e fiquei olhando-o para ver se ele ficava sem graça, mas apenas riu e me puxou, apertando-me num abraço e me deixando um pouco mais molhada.
            Não saí daquele lugar, e gostaria de poder ficar lá por um bom tempo. Por quê? Fiquei pensando que era porque eu não estava acreditando em como nossa amizade se desenvolveu tão rápido...
            Mas então me dei conta, de que talvez, só talvez, não fosse apenas amizade o que eu sentia por ele, e sim algo mais. Mas logo retirei isso da cabeça, eu gostava de Drew, mas não tanto assim.
            Depois de algum tempo, ele disse:
            — Você já está seca, quer ir a algum lugar?
            — Não, mas... eu preciso arrumar minha parte do quarto — olhei para cima, concentrada no rosto dele.
            Nos levantamos e então pulei nas costas de Drew, e fomos até meu quarto.

TO BE CONTINUED...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Can't Stand It - Drew Ingle (8)

            Esperei por ela sentado desde as 8 a.m. numa escada que dava entrada para o refeitório.
            — Idiota! Por quê você não espera ela acordar? É claro que ela não viu. — Eu disse a mim mesmo.
            Olhei uma ultima vez para o relógio, já eram 9h. Cadê ela?
            — Talvez ela não tenha visto, ou ainda esteja dormindo... — Disse, pegando meu celular.
            Digitei uma mensagem para Lucas:
            "Eu te falei, sério bro, duvido que ela apareça."
            Estava quase me levantando quando ouvi o som de risadas, e rapidamente o delicioso som da risada dela, mas ela estava com alguém.
            Olhei para o lado procurando quem estava com ela, até que consegui vê-las. Era a Candy.
            Bufei e revirei os olhos, sério mesmo que ela veio?
            Droga! Será que ela deixaria eu ficar sozinho com a Jess? Tomara que sim.
            — Dreeeeeew! — Candy disse enquanto saltitava e ria. — Como vai você e a sua "isca", velho? — Ela disse piscando e dando um aceno de cabeça para a Jess.
            Ainda bem que ela tinha notado, mas isca?
            Depois de alguns segundos passando tudo pela cabeça entendi o que ela estava falando com "isca". Ela já entendera que eu gosto da Jessica.
            Ótimo.
            Só espero que Candy não conte para ela.
            — Ahn? — Eu disse hesitante. — Eu tô bem, e minha "isca", você quis dizer se ela está bem ou... Do outro sentido?
            —Dãããr, seu raciocínio está lento hoje Drew... — ela revirou os olhos e fez uma careta, provavelmente, percebendo minha irritação com tudo isso enquanto Jess chegava perto de nós — Estou falando do outro sentido, como vai isso?
            — Não sei... —  Suspirei olhando para o jeito de Jess — Sei lá velho, precisa de tempo pra isso.
            — Às vezes é mais fácil do que parece, nós nem sempre falamos o que realmente sentimos, lembre-se disso — um sorriso, e numa pirueta infantil Candy se virou para olhar Jess que estava numa espécie de transe olhando para o céu — Alô-ôu tem alguém ai? Não é Jess, que as coisas são mais fáceis do que parecem?
            — Não sei do que estão falando mas... Nada é impossível, e se isso realmente vale a pena não vai ser fácil de conseguir — Jess estreitou os olhos, parecendo não entender como havia parecido uma verdadeira filosofa.
            Não consegui conter um riso breve e um sorriso, então ela me olhou com cara feia e então logo abaixei o rosto, segurando-me para não rir.
            Candy deu um beijo no rosto de Jess, e um abraço em mim, então me virei para irmos ao ponto em que havíamos parado na noite anterior.
            — Ei, J.
            — Oi?
            — Hoje você tem duas escolhas: jogar basquete ou cavalgar — enquanto eu rodava a chave ela fez uma cara pensativa —, make your choice!
            — Cavalgar, nunca cavalguei então você terá que me ajudar.
            — Ótimo, mas não sou um bom professor, fique sabendo — sorri, e correndo fui até o estabulo.
            Os cavalos começaram a se movimentar de forma mais agitada quando entramos, cheguei mais perto de Paidy a égua em qual eu montava desde pequeno.
            Afinal ela era a única que gostava de mim, e permitia que eu chegasse perto dela.
            Jéssica chegou perto de Unsympathetic, como diz o nome a égua mais antipática e insensível dalí, nunca a vi gostando de ninguém, exceto de J., mas quem não gostaria de J.?
            — Essa é Unsympathetic, ou apenas Unsy, como preferir.
            — Ah... — Jes sorriu acariciando Unsy com um sorriso — Nome... interessante.
            Eu ri, J. ainda não sabia como a égua era com os outros, por Unsy não era, o que é com Jessica, e sim um égua comum, como Paidy para mim.
            — Acredite, ela só é assim com você.
            Jes olhou para mim com aquele tipo de olhar enigmático, então sorriu.
            Já mencionei que o sorriso dela é simplesmente perfeito? P-E-R-F-E-I-T-O, com todas as letras. É aquele sorriso que tem o poder de iluminar o dia de alguém, ou deixar alguém feliz quando se precisa chorar. O tipo de sorriso que deixa qualquer um apaixonado — ou com inveja.
            Eu por outro lado, o invejo, e, também sou apaixonado por ele.
            — Então... me ajuda? — ela perguntou.
            Assenti hesitar, como era de se esperar. Peguei uma manta, e com cuidado — considerando o fato de que Unsy me odeia — joguei uma manta vermelha nas costas de Unsy, antes de colocar a sela.
            Unsy não me chutou, ou ao menos se mexeu, enquanto Jessica acariciava a região de sua orelha.
            Devo admitir: fiquei surpreso.
            Com minhas mãos na cintura dela, ajudei-a a subir na égua, que estava bastante satisfeita em levar J. consigo.
            — Tá bem aí em cima?
            — Melhor impossível — ela sorriu novamente.
            Ajeite-me em Paidy, e ensinei a Jess como controlar a égua. Depois de treinarmos alguns minutos na área perto dos estábulos, eu disse:
            — Pronta? — ela assentiu. — Ótimo, siga-me, ok?
            — Certinho, professor. — Ela sorrindo enfatizou a palavra professor.
            Demos a volta no estabulo, só para saber se ela já conseguia controlar Unsy, e também para saber se a égua não a derrubaria.
            Assim que entendi que Unsy não tinha intensões como essa, e que J. já conseguia se equilibrar e cavalgar, comecei a ir em direção ao lugar em que eu queria mostrar a Jessica.

            — Para onde, exatamente estamos indo, Drew? — Jess perguntou enquanto olhava fixamente para mim — Tipo, eu nunca vi para essa parte do colégio, então espero que você saiba para onde estamos indo.
            Sorri, então escutei a familiar letra da música No Sleep de Wiz Khalifa, imaginei que algum carro havia passado por ali, já que naquela parte de NY, o lugar não é um dos mais... desertos.
            Ao invés de responder a — merecida — resposta de Jess, apenas fingi que não à escutei e continuei indo para onde desejava leva-la, percebi que ela revirou os olhos — ela devia estar com aqueles pensamentos um tanto femininos demais como "meninos, tão idiotas", ou algo parecido, pensando bem, eu não queria saber, não mesmo.
            — Já estamos chegando.
            E estávamos mesmo, aliás não sei porque ela havia ficado tão — não sei, vamos dizer: — aflita, pois não demoramos mais do que alguns minutos para chegarmos, lá...
            A onde?, você deve estar se perguntando, e bem... aquele era o meu segundo local favorito em toda a escola — perdendo apenas para a quadra —, queria que fosse assim para Jess também.

TO BE CONTINUED...
DESCULPA A DEMORA, MAS EI, EU VOU COMEÇAR A POSTAR DIARIAMENTE (espero, pelo menos).

sábado, 19 de novembro de 2011

Can't Stand It - Jessica Winky (7)

            Sai do meu quarto de pijama, na madrugada de um dia qualquer. Fui até a quadra de basquete, suspirei, tentei abrir a porta.
            Estava aberta. Estranho.
            Entrei no local então me sentei, no meio da quadra, sozinha. Pensando. Passando e repassando diálogos na minha mente. Um barulho, passos.
            Mais um passo, e outro. O ranger da porta, então mais passos. Me segurei para não olhas por sobre o ombro e espiar, apenas fiquei lá, parada, escutando passos.
            Uma quicando, parando ao meu lado. Era laranja, com grossas linhas em preto, silenciosa. Peguei-a na mão, e fiquei olhando-a. Então cedi ao desejo de olhar para o lado, vi Drew, olhando para mim.
            — O que está fazendo aqui, sozinha? — Ele sorriu, e sua voz pareceu mais calma quando continuou: — E como conseguiu entrar?
            — A porta estava aberta, e... — fiquei observando ele sentar-se ao meu lado — vim pensar, você disse que isso te ajudava... Pensei que... poderia me ajudar também.
            — E conseguiu?
            — Não, eu acho. — Disse com um longo e pesado suspiro.
            — Acha? Por quê?
            Um sorriso clareou os olhos de Drew, e fez com que eu sorrisse também. Apoiei minha cabeça no ombro dele e senti que o braço dele envolvia minha cintura.
            Com meu pé, comecei a brincar com os pés descalços e molhados de Drew.
            — Há uma coisa que não me permite pensar em nada — senti minhas pálpebras pesando, mas senti que tinha que terminar aquilo, não me permiti dormir —, em nada, que não seja ela, ou ele.
            — Sério? — acariciando minhas costas, senti um sorriso, e um beijo por cima dos meus cabelos, suspirei, e então assenti com a cabeça — Isso anda acontecendo comigo também. Mas... O que seria essa coisa?
            — Não sei... — hesitei em responder, apenas olhando o rosto de Drew, vendo o sorriso desaparecer. Eu estava com medo. Medo de dizer que essa "coisa" era ele. Medo de que todos os momentos que passamos juntos, desaparecessem assim que eu respondesse — O que seria essa sua coisa?
            De novo um sorriso estampou-se no rosto de Drew, apertando-me um pouco mais ele colocou a boca próxima de meu ouvido e sussurrou:
            — Você.
            Corei, não entendendo a minha reação, me afastei dele, e então sorri, chegando mais perto novamente, ficando frente-a-frente com ele.
            Olhando um nos olhos dos outros o silêncio se arrastava, sorrindo, chegávamos mais perto um do outro cada vez mais, e mais, e mais. Até que nossas testas se tocaram, sentindo o hálito fresco de Drew na minha face, e então...

            — Jéssica acorda!
            Candy sorriu ao ver meus grandes olhos semicerrados, esfregando a mão neles.
            — Hoje é domingo Candance! — sorri, falsa e cansadamente tímida, puxando a coberta até o queixo, e me virando. — Tenho o direito de dormir até darde. Que horas são? Cinco?
            Ela revirou os olhos e balançou um bilhete na cor creme com vermelho na borda. Com um sorriso dramático e maliciosamente branco ela o abriu e começou a ler, em voz alta:
            — J., ainda quero trégua no nosso jogo. Te encontro no refeitório as 9h a.m. Desculpa não ter mandado mensagem, ainda não tenho o seu telefone. Drew. — Ela suspirou — Que meigo, agora se levanta e vai se arrumar. Já são 8h30 ninguém quer se atrasar num "encontro" com um gato daqueles, quer?
            Levantei da cama, comecei a pegar minha roupa lentamente, e então fui me trocar. Coloquei um vestido florido, rosa,  um pouco acima do joelho, e uma sandália nude.
            Quando sai do banheiro Candy que estava lendo um livro, o qual não vi o título disse:
            — Vai jogar com essa roupa? Quer o que? Que ele veja sua calcinha?
            — O que? Jogar?
            — Trégua. Jogo. Drew. Basquete. Sim jogar.
            — Ah, verdade... — Respondi tocando meu pescoço com a mão, estava um pouco dolorido.
            Peguei uma grande camisa do Brasil com um gigante número 8 e "J. Winky" estampado atrás, na frente, por sua vez estava escrito "BRASIL" com letra maiúscula e em negrito, e um shorts de vôlei branco — mas a blusa o cobria.
            Quando sai do banheiro estava esperando que ninguém notasse, mas logo que sai prendendo meu cabelo num rabo-de-cavalo Candy sorriu e disse quasse sussurrando:
            — Você é brasileira?
            — É, sim — eu disse olhando para a minha blusa — Por quê?
            — Nada, é só que... Sinto saudades de lá.
            — Você é do Brasil também? Que mágico!
            — Sim, sou de minas. — Ela disse em português, com um sotaque mineiro. — Vim para N.Y. quando tinha 9 anos, e estou aqui desde então.
            — Legal! Que inveja, aos 9 anos a única coisa que eu sabia falar em inglês é "i love you' — nós duas rimos.
            Candy olhou para o relógio. E com uma cara espantada olhou para mim, dizendo;
            — Já são 8h45, temos que ir correndo!
            Começamos a ir em direção ao refeitório não muito depressa, conversando sobre o Brasil, sobre Drew, e Cole entrava algumas vezes nas conversas.
            Chegamos perto do refeitório, então Candy sorriu. Olhando para mim, ela perguntou:
            — Então princesa, se alguém ficar sabendo que Drew te chamou para um "encontro" está pronta para ser odiada por metade da escola, e ser interrogada segunda se for falar com a Olivia? — Começamos a rir.
            — Pra falar a verdade: não. Mas eu aguento.
            Rindo avistamos Drew sentado nos degraus do refeitório balançando os pés parecendo impaciente.

TO BE CONTINUED...
TÔ TENTANDO PASSAR O MAIS RÁPIDO QUE POSSO PRA CÁ.

sábado, 12 de novembro de 2011

Can't Stand It - Candy Courtiney (6)

            Estava voltando para meu quarto quando tive uma sensação estranha, peguei meu celular e liguei para meu irmão.
            — Droga! — Disse para mim mesma. — Por quê esse idiota não atende?
            Liguei mais uma vez, e mais uma, e mais uma, ele não atendeu nenhuma delas, então pela última vez que estava ligando, quase desistindo, ele atendeu.
            — O que houve C.? — Sua voz estava rouca, e meio tonta, indicando que ele estava bêbado, como em todos os sábados.
            — Sei o que está pensando. — Eu disse, mordendo o lábio inferior, adoro meu irmão, mas odeio quando ele parte o coração de minhas amigas.
            — Estou pensando em beber mais cerveja, passar o resto do dia com algumas garotas, e — um gole —, quem sabe, dormir com alguma garota desesperada essa noite? Lika, talvez ela. E então, acertou?
            — Quase — suspirei. — E só para deixar bem claro, eu não vou deixar que você "machuque" a Jess de alguma forma, não mesmo.
            — Do quê está falando? — Cole bufou.
            — Não se faça de bobo, tá? Eu sei muito bem que você entendeu e caso queira ouvir novamente — reuni forças soltando todo o ar do meu pulmão, e então continuei: —, não vou deixar que você parta o coração de ninguém, estou farta de ter que recolher os cacos que você deixa. Em hipótese.
            — Acha que eu machuco o coração de alguém? — Ele deu uma gargalhada que deu-me arrepios — Querida irmã, só você conhece esse meu lado. Os outros, não. E iremos manter isso em, segredo, nosso, ok?
            Subi as escadas rápida e euforicamente hesitante, estou cansada, pretendo chegar no quarto e me jogar na cama, espero que Jess não seja uma dessas fanáticas por ficar acordada de noite, espero que não.
            Procurei a chave em um dos bolsos no shorts. Nada, nem em outro, nem em outro. Então parei, vi a porta de meu quarto se abrir, uma figura musculosa e loura estava saindo.
            Drew! Jackob "Drew" Ingle Deeps saindo do meu quarto? Impossível! Então me lembrei de algo, dela. Jessica, Drew gosta de Jessica, como não percebi isso antes?
            Entrei em uma porta ao meu lado. O quartinho da faxineira, ótimo. Tinha um furo na porta, por onde dava para ver Drew passando, ele estava sorrindo. Tipo, sorrindo mesmo. Eu nunca o vira sorrir daquela forma, parecia que ele estava realmente feliz.
            — Cole, te ligo depois — desliguei o telefone na cara dele, pouco me importando, a única coisa da qual eu queria saber era Drew — O que será que aconteceu? — Eu disse para mim mesma, droga, eu estava falando sozinha? É bom esse negócio não me deixar louca.
            Drew fez alguma coisa com os braços, como se estivesse comemorando algo. Então fez a dancinha que ele sempre faz quando ganha algum jogo, e deu um sussurro alto murmurando algo como "yep".
            O sorriso dele o entregou, ele não apenas gostava de Jessica, mas algo mais. Quase como... Amor?

            Escorreguei pela porta até me sentar no chão, não conseguia acreditar, amor à primeira vista. Quem iria imaginar? Ainda mais com o nosso querido Jake Drew, aquele que nunca se interessou por nenhuma garota, nem mesmo as mais gostosas e populares? Aquele que mesmo sendo gato, nunca beijou, ou, levou alguma garota para cama? Isso sim, é, épico.
            Escutei passos indo em direção à porta onde estava escondida, e assim a faxineira Ellianour abriu a porta fazendo-me cair para trás.
            — Ellianour, minha cabeça! Mas que merda! — Eu disse esfregando a mão na nuca.
            —  Você não deveria estar no quarto? — A faxineira bufou. — Daqui a pouco a Sra. Carter chegará e teremos o toque de recolher, e você, aqui... Dentro do quartinho d...
            — Ah, eu só... eu só estava reformulando os pensamentos — suspirei — sabe, é meu penúltimo ano aqui, quero aproveita-lo... Uma suspensãozinha seria uma boa, não acha?
            — Candy, já não basta seu irmão, tá? Agora, vá para o quarto!
            Me levantei do chão e comecei a ir em direção do quarto, então me lembrei, eu perdi a chave, e Ellianour já havia ido embora.
            A porta estava, infelizmente, trancada, então bati duas vezes nela, torcendo para que Jess estivesse acordada.
            Sorte minha, ela estava.
            — Quem é? — A voz de Jess estava cansada, mas pude perceber que também estava feliz, como se sentisse a mesma coisa que Drew.
            Eles poderiam ficar juntos, seria ótimo.
            — Lamento dizer, mas não é o Drew — dei uma risada um tanto forçada —, mas se estava querendo o Cole, chegou perto. Sou eu, Candy. Esqueci minha chave, desculpe.
            A porta se abriu, servindo de moldura para a perfeita silhueta de Jessica, não tinha notado o quanto ela é bonita.
            As compridas ondas dela estava presa em um rabo-de-cavalo frouxo, e ela usava um shorts de seda e uma camisa larga dos Lakers. O sorriso estampado em seu rosto ia de orelha à orelha, revelando perfeitos dentes brancos. Ela esfregou os olhos parecendo cansada, e ainda assim, ela estava lendo A última música e escutando Mistletoe no rádio, sorri.
            — Your lips, on my lips, that's a merry, merry cristhmas — cantamos em coro.
            — Você gosta do Derek? — Perguntei.
            — Não só do Derek, mas de Kidrauhl, Jason Deeps, Jason McCan, Shawty Mane, Dr. Bieber, Purple Ninja, Drummer Boy, etc... — Jess respondeu, abrindo ainda mais o sorriso. — Como não gostar dele?
            Ela parecia ser do tipo que gostava de caras mais velhos, como Ian Somerhalder, Jhonny Deep, e outros, mas acabei descobrindo que ela também curte Nevershoutnever, The ready set, entre outros. "Gosto de caras gostosos, mas também gosto desses com o corpo ainda em formação", disse ela respondendo minha pergunta mental.
            Hesitei, mas não consegui me conter, e então disse:
            — Como Drew? — vi ela sorrindo, então olhou para baixo brincando com os dedos do pé e cantarolando.
            — Sim, como ele.
            Ficamos em silêncio, não podia revelar que ele gostava dele, mesmo percebendo que ela, sentia o mesmo.
            — E meu irmão?
            — Gosto de Cole, mas... Sei lá, acho que não ficaria com ele, ele parece ser do tipo — ela ficou de pé, e fez um gesto com a mão como se estivesse bebendo cerveja — "Ei, quer ficar comigo? Te uso essa noite, e amanhã esqueço seu nome". Sem ofensas.
            — Ele é... exatamente assim, espero que se lembre disso.
            — Vou me lembrar, acredite.
            Gostei da ideia, de que Drew e Jess se gostavam, eles poderiam ficar juntos. E ela não sairia com o coração partido por causa de Cole, espero que não.
            Ficamos conversando atá umas 10h pm e então Jessica dormiu. Comecei a ficar pensando no Drew, atá minhas pálpebras começarem a pesar e eu adormecer.

TO BE CONTINUED....
PRÓXIMO CAPITULO, SERÁ POSTADO EM MINUTOS, AGUARDE!
(Apartir de agora vou começar a fazer só os capítulos da Jess e os do Drew como narrador personagem, os outros como narradores, ok?)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Can't Stand It - Drew Ingle (5)

            O que? Ela disse "eu quero" mesmo? Devo estar sorrindo igual a um idiota. Droga! Eu estou sorrindo igual um idiota.
            Comecei a girar a chave, abri a porta e fiz um gesto para que ela entrasse na minha frente.
            — A gente pode jogar? — Escutei J. dizer.
            Eu gostava de estar com ela. Ela é ela mesma, não essas garotas cheias de frescuras que fingem ser alguém que não são só para não fazer "merda" na frente dos garotos, acaba que essa é a merda que elas fazem.
            Nós — com nós quero dizer garotos — gostamos de garotas que são elas mesmas, e não dessas que fingem ser o que não são.
            — Sim, mas, eu não quero que você fique mal quando eu ganhar de você.
            — Credo, como você é convencido Drew — Ela riu, nunca vou me cansar de escutar essa risada —, eu jogava basquete quando estava no Brasil.
            — Sério?
            — É.
            — Minha alma gêmea.
            — O que?
            Você.
            — O basquete.
            — Atá.
            É impressão minha ou ela ficou chateada?
            Queria que ela pudesse ler mentes, para saber que quando eu disse "basquete" eu queria dizer você.
            Depois de alguns segundos, começamos a rir. Comecei a ir para um mini-quarto onde guardamos as bolas, e arremessei uma para ela.
            — Resolveu perder de mim, é?
            — E agora, quem é o, ou melhor a convencida?
            Peguei a bola da mão dela e joguei. Cesta!
            — E então, pronta para perder do melhor?
            Jessica pegou a bola ainda quicando do chão, e foi para dois metros atrás de mim. Ela arremessou, e também, acertou.
            — Quem vai perder de quem?
            — Nada mal.
            — Afe, cala a boca. Vai jogar ou não?
            — Tá.
            Começamos a jogar, ela era boa. Muito boa.

            Um tempo depois paramos, quando eu pedi tempo. Qual é? Eu estava perdendo de cinco à nove.
            — Quer horas são?
            Peguei meu celular no bolso da bermuda.
            Não acredito que se passaram duas horas, "quando a gente se diverte, o tempo passa voando". Percebi.
            — Nove e trinta e cinco.
            — Passamos duas horas jogando? — Ela deu uma risada curta.
            — É, acho que sim.
            — Hum, passou rápido.
            Ela sorriu, eu sorri automaticamente. Nunca tinha jogado contra uma garota, não posso subestima-las. Sorri mais ainda quando escutei ela dizer:
            — Ficar com você é divertido.
            Devo estar escutando mal, ou sonhando.
            Ela falou algo que eu queria escutar, não de qualquer garota. Mas que eu queria escutar dela.
            Nessa hora lembranças da pré-escola começaram a vir na minha mente, lembrei de quando eu era apaixonado por uma garota chamada Samantha, ela era bonita, uma das meninas mais populares da escola. Minha amiga, e eu gostava dela. Considero-a meu primeiro amor, mesmo sendo estranho.
            Ela me zoava por eu ser mais baixo que ela, e por eu ama-la. Dizia que eu nunca teria chances, e eu sempre acabava chorando em casa, com meu irmão para me consolar.
            Tenho dó dele, ele nunca vai sentir a dor do amor. É, uma dor pouco conhecida. Pra quem acha que o amor é tipo filme da Disney, está errado. Pois não é, a gente sofre. Mas não é uma dor ruim, é uma dor boa.
            Quando estávamos na sexta série prometi a mim mesmo que nunca mais iria amar uma garota, e foi também quando consegui superar a dor de sua ausência.
            Eu estava indo para a sétima série, ela para a sexta, foi quando ela começou a gostar de mim. Eu tinha começado à me dedicar mais ao basquete, as meninas ficavam "babando" por mim, ganhei músculos. E admito que fiquei mais bonito.
            Então eu entendi o verdadeiro significado de "a gente só dá valor quando perde", e foi assim que prometi nunca mais amar alguém. A pergunta é: terei que quebrar essa promessa, por causa de Jessica?
            — É, ficar com você é bom. — Dei um passo para frente, chegando perto dela — Fora que você ganha de mim no basquete.
            — Ah, coitadinho. — Ela riu. Nós rimos. — Tô torcendo para que um dia você aprenda a jogar.
            Ela começou a subir na arquibancada, e eu fui atrás dela.
            — Eu sou mais alta que você!
            — Não é não.
            Eu disse pegando ela pela cintura e a colocando no chão, ela era no mínimo dez centímetros mais baixa do que eu.
            Jessica começou a me bater, e de novo subiu na arquibancada.
            — Então eu sou mais forte que você.
            — Como você é boba, hein J.?
            Peguei ela no colo jogando-a em cima de meu ombro, colocando-a nas minhas costas.
            — Quem é mais forte agora?
            Sai correndo com ela até o dormitório feminino, enquanto ela ficava me dando socos nas costas e me pedindo pra parar.
            Subi com ela até seu quarto, e abri a porta — esse é o bom de ser monitor: você tem a chave mestra — e joguei-a na cama. Acendi a luz, e deitei ao lado dela.
            — Viu? Eu sou mais forte que você!
            Ela me empurrou da cama, até eu cair no chão e ficou rindo. Comecei a rir com ela.
            — Amanhã termino de te mostrar a escola, já que hoje não deu.
            — Ok, e quando terminarmos posso ganhar de você de novo?
            — Pode, boa noite pequena.
            — Boa noite crianção.
            Sai do quarto dela, e comecei a sorrir.

            Cheguei no meu quarto, e encontrei meu irmão no computador. Como se eu já não estivesse acostumado com isso.

TO BE CONTINUED...
PRÓXIMO CAPITULO SERÁ POSTADO EM 10/11

sábado, 29 de outubro de 2011

Can't Stand It - Jessica Winky (4)

            — Acho que meu irmão está um pouco atrasado — Lucas deu uma risada irônica.
            — Você acha? Eu tenho certeza. — Comecei a procurar pelo campus, ninguém. — Ele vai demorar? Já são 19:00, e eu estou com sono.
            Escutei barulho de passos vindo de trás do refeitório.
            Então Drew apareceu, pulando e dando um tapa na cabeça de Lucas, que passou a mão na cabeça e gritou "filho da puta". É, eu estava tendo de me esforçar muito pra conter o riso.
            — E ai veado? — Ele olhou pra mim, e sorriu. Cara, como eu amo quando fazem isso. — Ah, desculpa a demora J. eu estava na quadra, e tal. Desculpa tá?
            Abri a boca para responder, mas Lucas disse primeiro:
            — Você não sai da quadra! Mas não parece que acabou de sair de lá. — Lucas olhou Drew de cabeça aos pés. — Você está... Limpo, depois me ensina essa técnica tá?
            Drew deu uma risada fofa, fofa não. Muito fofa. Quase derreti, ele estava lindo usando um moletom da GAP vermelho, isso tudo era para me seduzir?
            — Não idiota, eu passei no quarto e me troquei, depois de tomar banho né?! — Ele deu um sorriso, depois sua expressão mudou. Ele colocou a mão na nuca, e sussurrou algo como "af, não acredito que esqueci" — Lucas, a Molly estava falando com você no messager. Fiquei lendo a conversa de vocês, e, é isso aí, eu tô carente pra caralho.
            Ahn? Quem é Molly? Carente? E a Lika? Afe, ele deve ser desse tipo de garoto que precisa de mais de uma garota pra ser razoavelmente "feliz". Que ridículo!
            — Oi! Eu tô aqui, sabe? Tô com frio, com sono, mas ainda tô aqui. — Eu disse. — Se vocês quiserem que eu vá embora, eu vou, tá?
            — Desculpa J. — Drew disse.
            — É, desculpa Jess, vou deixar vocês, ok? Minha namorada precisa de mim. — Lucas disse, já se afastando.
            Mas antes, ele voltou e com Drew fizeram alguma coisa com a mão. E então Lucas me deixou sozinha com o irmão.
            — Desculpa a demora, sério.
            — Não, de boa. Eu só tô um pouco cansada. — Eu disse esfregando os olhos.
            — Falta uma grande parte, então...
            Drew me pegou no colo, colocando meu tronco em suas costas. Comecei a rir, e batendo nas costas dele disse:
            — Não! Besta, me coloca no chão! É sério.
            Quando ele me colocou no chão ficamos olhando um para o outro, ambos em silêncio. Um silêncio bom. Então desviei o olhar, e dei um sorriso.
            — Seu sorriso é lindo, sabia? — Drew disse, recuando um passo e dando meia-volta. — É sério.
            Levantei a cabeça e sorri, mas de qualquer forma disse:
            — Hum, você deve falar isso para todas as garotas para quem mostra a escola, né?
            Eu não podia me iludir, não esse ano. Se bem que... Não sei.
            — What? Espera, não. Nunca. — Ele disse sério, e então ele sorriu, e deu uma risadinha: — Nããããããão, suas amigas estão te transformando num monstro. Você tá com uma impressão errada sobre mim.
            — Tô é?
            — Tá sim. Duvida? — Ele deu um riso, fofo, de novo.
            — Muito.
            — Com quantos garotos você já ficou?
            — Nenhum.
            — Nunca beijou? Sério?
            — É, nunca achei o cara pra beijar, né.
            — E eu nunca achei a garota.
            — Sério que você nunca beijou?
            — Sério.
            — Mas e a Lika? Eu escutei ela falando de você.
            — O que ela falou?
            — Que você é "boooom de cama".
            Fis aspas com os dedos.
            — Afe, último baile da escola. Ela fala que eu transei com ela naquele dia, mas eu nem beijei ela. Ela estava bêbada, pegou uns 17 caras, e ainda me colocou no meio. Ridícula.
            — Então não tem nada entre você e ela?
            — Eu? E a Lika? Nunca! — Drew colocou a mão em minha cabeça e começou a chacoalhar — Tira isso da sua cabeça tá?
            Não sei porque, mas quando ouvi isso senti uma onda de alívio.
            Quando eu converso com Drew, é como se eu e ele já nos conhecíamos à muito, muito tempo. É, mesmo não tendo passado mais de 20 minutos com ele.
            — Tá bom, já que você insiste.
            Fomos andando, rindo. Até pararmos numa quadra, de basquete.
            Era ali o lugar em que ele mais gostava de ficar, eu gostei dali. O cheiro me era familiar, de quando eu fazia basquete no Brasil.
            — Então... É aqui onde eu mais gosto de ficar.
            — Por quê?
            — Porque jogo basquete com meu irmão desde pequeno, quando fizemos doze anos, ele começou a namorar com a Molly, eles nunca se viram, e ainda moram a milhões de km — ele passou a mão no cabelo e me deu um olhar triste —, e ele ainda me troca por ela. Desde os meus doze anos o basquete é a única coisa que fazemos juntos. Quer dizer, juntos mesmo. Então eu gosto disso, mesmo tendo que aturar o cheiro de suor — Drew deu um sorriso irônico, e uma risada triste —, enfim, eu gosto.
            Eu não aguentei, cheguei ao lado de Drew e o abracei. Eu sempre fui filha única, mas deve ser mesmo horrível ver seu irmão, ou irmã, aquele que te atura e que você atura desde pequenos te "trocando" dessa forma, realmente deve ser chato.
            — Um dia você vai achar uma garota que vai te amar como o Lucas ama a Molly, e como a Molly ama o Lucas.
            — Espero, mas dependendo da garota, ela nunca vai tomar o lugar do meu irmão.
            — É.
            Ficamos no silêncio por uns cinco minutos.
            — Quer entrar? — Ele colocou as mãos no bolso e curvou o tronco.
            Alguns garotos ficam feios fazendo isso, mas ele? Ele ficou lindo.
            Demorei um pouco para responder, e então quando eu disse "eu quero" Drew ficou com um sorriso bobo no rosto, tão diferente daquele que tinha dado à minutos atrás.

TO BE CONTINUED...
PRÓXIMO CAPITULO POSTADO EM 23/10

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Can't Stand It - Drew Ingle (3)

            — Drew?! — Lucas estava gritando e balançando a mão na frente de minha cabeça, e eu não estava escutando nada, estava concentrado na Jessica.
             Que menina linda. Aqueles olhos escuros, e lindos, eu não conseguia ver suas pupilas, tão misteriosos. Aquela boca, perfeita, fina. E o tom de sua voz? De sua risada? Tão calmo, e doce. Perfeito. Seu cabelo era encaracolado nas pontas, num tom marrom escuro, quase um preto. E a pele dela? Linda e macia, mesmo eu não tendo tocado-a. Como eu gostaria de sentir seu beijo e...
              — Drew! Acorda brother, você está babando — Lucas me deu um tapa na cabeça.
              — Filho duma puta! Caralho, essa doeu! — Eu disse esfregando a mão na nuca.
              — Pelo menos não fico sonhando acordado, né? — Ele suspirou, feito um idiota. — A Lika tá vindo pra cá, é melhor não das muita trela de ficar olhando pra novata antes que ela...
              — Quem é o namorado mais lindo do mundo? — Lika me deu um beijo exagerado na bochecha, sem falar que sentou no meu colo.
              É impressão minha, ou essa garota é mesma uma prostituta, como todos dizem? Não sei, depois do dia do baile em que ela ficou dando em cima de mim, vai saber o que se passa na cabeça dela.
              — Oi Lika, eu tenho que te falar mais quantas mil vezes, que eu não sou seu namorado? — Eu soltei um suspiro pesado. — A gente não tem nada, pode ir "se divertir" com os caras mais bonitos, se lá.
              Ela me olhou com uma cara de ponto de interrogação, depois levantando o dedo e fazendo um sinal negativo com o dedo indicador.
              — Ai Drew, você nunca aprende né? — Ela deu uma gargalhada deixando sua cabeça trombar para trás. — Semana passada eu dormi com 15 caras diferentes, e você ainda acha que eu sou só sua? Aimeudeus. Mas, fala aí com quantas meninas dormiu ou ficou nas férias?
              O quê? Essa menina é louca né? 15 caras? Ainda bem que não tive nada com ela.
              — Com licença, Drew você pode me emprestar sua camisa? — Olivia disse, olhando com um sorriso falso para Lika.
              — Lógico — tirei a camisa e entreguei para Olivia.
              Ela vivia pedindo minha camisa, pra quê? Não sei. Olhei para a mesa onde Jessica estava sentada. Ótimo, ela estava olhando para mim. Ou para Lika.
              Pra quê ela estaria olhando para mim? Lógico que era para Lika. Agora por quê? Eu não sei.
              — E Lika, eu não fiquei nem dormi com ninguém! Você sabe que não sou assim, ou realmente acha  que eu sou de ficar pegando todo mundo que entra na minha frente? Não! Isso é coisa de idiotas.
              Lika levantou do meu colo e empinando o nariz saiu andando até a mesa onde estava suas amigas. Ela continuou olhando para mim, e desviando o olhar para a mesa de Jessica algumas vezes.
              — Então, ta apaixonado pela novata? — Ele deu um tapa na própria cara, — Impossível não perceber isso, ela é gata.
              — Ela é linda, bro. — Me levantei e fui até a mesa onde Jessica estava sentada. — Olivia, me dá minha blusa? Preciso usar ela daqui a pouco.
              — Lógico — ela deu uma piscadinha —, quando vai ser o próximo jogo?
              Olivia disse me entregando a minha camisa com uma cara maliciosa, comecei a mexer na minha nuca e então olhei para baixo, nisso vi o ponto de interrogação estampado na cara de Jessica, então disse:
              — Não sei! Tenho que ver, depois falo para vocês — comecei a andar em direção a saída, mas não contive meu impulso. — Tchau J. te vejo daqui algumas horas. — Dei um beijo em sua bochecha e fui até a porta.
              Por quê eu fiz aquilo? Eu sou besta demais.


              Eu estava pronto para arremessar uma bola, quando senti uma mão no meu ombro. Virei para trás e vi meu amigo Vinicíus com um olhar de advertência.
              — Pega leve garanhão, o jogo é amanhã — ele tirou a mão do meu ombro e esfregou o ombro esquerdo —, você é nossa arma secreta, e não queremos te ver pagando mico na frente da Jess né?
              — O que? Ma... Mas quem te contou?
              — Seu irmão, dãããr, quem mais? A Lika? Afe, sua "namorada" me irrita. — Ele fez parenteses com os dedos quando falou "namorada".
              — Ela não é minha namorada. Nunca foi. E. Nunca será.
              — Já com a novata é outra história né? Ela e bem gostosa. Se não gostar, me empresta tá? — Vini deu uma piscadinha, pegou a bola de minha mão e jogou. — E? Cesta. Vai sou foda.
              — É tão foda que nunca beijou uma garota.
              — Você também não, então cala a boca desgraçado.


              Cheguei no meu quarto e fui me trocar, meu irmão tinha deixado seu msn aberto e a namorada dele, que mora em Portugal estava chamando ele.
              "Hey, Molly, o Lucas tá mostrando a escola pra uma novata, e o Drew"
               Me levantei e comecei a tirar a camisa.
               Credo! Eu estou fedendo, não vou ir assim para falar com a J.
               Tomei um banho rápido, e coloquei uma bermuda jeans e um moletom da GAP. Passei um perfume da Dolce & Gabanna e fui correndo para o refeitório.
                Senti meu celular tremer, era a Lika.
                "Oi bebê, onde você tá? Tô te esperando aqui no meu quarto, ok?"
                 Droga! Esqueci de avisar pra ela que ia apresentar a escola para a Jessica. Não, melhor assim. Espero que as meninas não tenham falado que eu nunca mostro a escola para as meninas, só para os meninos. Ela iria desconfiar.

TO BE CONTINUED...
POSTAREI PRÓXIMO EM 20/10.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Can't Stand It - Jessica Winky (2)

            Chegamos numa mesa perto da sala dos professores, todos já estavam sentados, e enquanto eu e Candy estávamos correndo para chegar a mesa todos começaram a olhar para "a novata". Uma situação um tanto constrangedora, mas depois do que aconteceu com Cole, nada podia me intimidar.
             Todos estavam sentados, até que um garoto musculoso, alto, olhos cor avelã, e cabelos cor de areia e curtos, ele usava o corte no estilo twist, vestia o uniforme do time de basquete da escola entrou no refeitório, algumas meninas se levantaram para beijar e abraçar o garoto.
            — Nossa! — Exclamou uma das amigas de Candy. — Quando me falaram que elas eram atiradas, eu nem acreditava. Que erro! Meu Deus, essas meninas não conseguem ficar longe do Drew? Tudo bem que ele é um gato mas...
             — Meu Deus Olivia, para de tagarelar! — Lissa disse olhando para mim. — Acho que estamos passando a impressão errada para a novata. Prazer sou Larissa, mas me chama de Lissa, por favor.
              — Ok — eu disse sorrindo —, eu sou Jessica, e pode me chamar de qualquer jeito.
              — Atá, olá qualquer jeito — Olivia riu —, eu sou a Olivia, essa é a Jennifer.
              Jennifer acenou pra mim com um sorriso um pouco envergonhado, nesse momento senti um cutucão no meu ombro, Olivia estava sorrindo, como uma boba.
              Olhei para trás e quase dei um pulo quando vi quer era o garoto gostosão, ou Drew.
              — Oi, você deve ser a novata — ele deu um sorriso. — Sou o Drew, e você, qual é o seu nome?
              — Meu nome? Ahn, eu acho que é Jessica — eu disse com uma cara apaixonada, depois dobrei o troco e comecei a rir. — Desculpa, eu sou idiota mesmo. Sou a Jessica, e eu já sem mais ou menos quem você é.
              — Mais ou menos? — Ele riu. — É, você deve saber o que as meninas te falaram.
              — É mais ou menos isso.
              Outro menino idêntico a Drew, diferenciado apenas pelo olho que era castanho escuro, tão escuro que era quase impossível ver suas pupilas, apareceu ao seu lado, e ele sorriu para mim, dando uma cotovelada no braço de Drew.
               — Oi, sou o Lucas, irmão do Drew. Bem, eu vou fazer um resumo do que Drew está a tipo, meia hora tentando te falar. É o seguinte: nós somos jogadores de basquete e apresentamos à escola aos novatos, como você. Drew mostra a maior parte, e depois nós iremos chama-la em seu dormitório.
               Caraca, esse Lucas fala rápido demais.
               — Ah, eu acho que entendi. — Eu disse, mesmo não querendo admitir que não entendi absolutamente nada.
               — Tá. — Ele pisco pra mim e puxou o irmão, como se ele estivesse grudado no chão, então eles foram se sentar numa mesa, perto da nossa.
               Enquanto eu me sentava na mesa as meninas começaram a me olhar e sorrir.
               — Apresenta tá?   — Olivia disse olhando com um olhar malicioso para o Drew.
               Comecei a dar risada, mas a verdade é que eu estava meio constrangida. O jeito que todas ficaram olhando para mim com um sorriso malicioso.
               Olhei para o lado, ele estava arrumando o cabelo. Que lindo.
               — Ah não! — Candy gritou de um jeito bastante exagerado. — Ela se hipnotizou com a beleza do Drew! Jessica?! Jessica?!
               — Oi? Calma — eu sorri —, não se pode mais olhar? Ah é, esqueci que olhar tira pedaço. — Todas começaram a rir comigo. — E se eu conhecer ele, eu apresento tá Olivia?
               — Obrigada gata.
               Me sentei na mesa, e comecei a olhar em volta. Até que uma menina chegou na nossa mesa e praticamente gritou:
               — Afe, como eu odeio volta às aulas! — Ela se sentou. — Quem é a novata? E cadê o Freddy? Merda! Viu? Estou desatualizada.
               — Calma Camille. — Candy disse se levantando e pegando 20 dólares de sua carteira. — Aqui, o dinheiro que eu estava te devendo. Essa é a Jessica, minha nova companheira de quarto. E o Freddy? Boa pergunta.
                — Ah, oi Jessica, eu sou Camille — ela deu uma risada constrangida —, desculpa você deve achar que eu sou uma louca. Bem, não sou.
                — Isso é mentira! — Olivia e Lissa — Ela tem um parafuso a menos, é louca da cabeça, mas com o tempo você se acostuma Jess.
                Eu dei risada, e Camille jogou seus cabelos compridos num tom azul-marinho para a frente de seu ombro. Ela era bonita, tinha cabelos ondulados que iam até sua cintura num tom azul-marinho, seus olhos eram verde-água e ela tinha um sorriso realmente branco. Uma beleza de dar inveja.
                — Ah, tudo bem eu também sou um pouco louca.
                No instante em que terminei a frase um garoto sentou ao meu lado, olhou pra mim e deu um sorriso meigo. Ele era alto, não muito musculoso com uma franjinha estilo o Justin Bieber em 2009 só que moreno. Lindo, tinha um sorriso de matar qualquer um e olhos verde-claro.
                — Oi, você deve ser a Jessica — ele fechou os olhos e sorriu —, você é l-i-n-d-a, na boa. Prazer, sou o Freddy.
                — Ah, oi Freddy, muito obrigada — sorri — você também é lindo.
                — Muito obrigada. — Ele sorriu e então se virou para as meninas. — Gente! Vocês viram quem o gostosão do Cole está pegando? — Ele não deu tempo para respondermos. — Aquela b-a-r-a-n-g-a da Mikaelly,  ela quer morrer ou o quê?
                — Ai, quando você vai parar de amar o meu irmão Freddy? Ele não "joga no seu time" — ela disse fazendo aspas com os dedos.
                — Fala pro Drew me chamar pra sair, e ai a gente combina tá gata?
                Eu estava ficando confusa no meio da conversa.
                — Coitada da Jessica, deve estar boiando. — Ela sorriu. — Freddy é gay, ok? Desde a 9ª série, quando ele percebeu que era apaixonado por Cole.
                — É, e mesmo depois de eu dar 5 foras nele, ele não desiste — Cole apareceu atrás de mim, ma dando um beijo na bochecha —, mas eu adoro esse cara. Oi Jessica, oi meninas.
                — Ih, qual é? — Olivia praticamente gritou. — Agora todos os meninos da H.E.S. vão dar em cima da Jess? Porque se sim, avisa tá? Que eu troco de corpo com ela.
                Olhei novamente para a mesa de Drew, ele estava olhando para mim. Antes de desviarmos o olhar, ele arrumou o cabelo, pra quê? Nossa, como ele é lindo.

TO BE CONTINUED...
PRÓXIMO CAPITULO: 18/10/11 (:

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Can't Stand It - Jessica Winky (1)

            Prazer, meu nome é Jessica Winky, tenho quinze anos eu e minha mãe nos mudamos para Nova Iork, seis meses antes de meu aniversário de dezesseis. Descobri em Agosto que o internato H.E.S. Boarding School havia me selecionado, tudo bem, meu pai não apoiou a ideia de ir estudar em um internato onde meninos também entravam, e por outros motivos ele a minha mãe brigaram, então ele ficou no Brasil. Cara, não vejo a hora de entrar nessa nova escola e me livrar disso, quer dizer, eu posso ser alguém melhor, lá, não é mesmo?
            (ATENÇÃO: Essa escola não existe, eu vou pesquisar o máximo que eu puder, mas se eu não achar eu vou inventar tudo mesmo.)

            Minha mãe me acordou gritando meu nome aquele dia, eu quase quis matar ela, eram férias, ninguém merece acordar as seis da manhã nas férias, nem mesmo no meu primeiro dia no internato.
            - Vamos querida? - minha mãe disse com um tom suave e calmo que ela tinha - Você precisa chegar lá antes das oito, e você já está atrasada.
            - O.k. mãe - me sentei na cama e esfreguei os olhos -, eu já estou acordada - eu disse com um suspiro, como eu odeio acordar cedo.
            Me levantei e coloquei um mini-shorts jeans, uma blusa cinza com a estampa de um Bob Sponja nerd - sim, sou apaixonada pelo Bob Sponja, e sim, eu sou uma criança -, e um all-star branco, peguei uma pequena mala e coloquei no banco de trás do carro de minha mãe. Entrei na cozinha e pequei um copo de leite e fui escovar os dentes. Olhei para o relógio, eram sete horas, andei pelo meu quarto verificando se não havia esquecido de nada, pequei uma bolsa-carteira branca de couro-falso coloquei nela meu celular, os três mil dólares (?) que meu pai tinha me dado antes de eu entrar no avião. Acho que fiquei 5 minutos olhando para meu poster em tamanho real do Ian Somerhalder pensando se o levaria ou não, até que o tirei da parede o levei para baixo. Subi para pegar o meu IPod e me distrai olhando para uma foto minha com David, meu melhor amigo desde a infância. Caramba, como pude só notar agora a falta que ele vai fazer na minha vida? Tipo, eu conheço ele desde os meus 8 anos, e ahn eu até que gostava dele, muito, muito mesmo.
            - Vamos Jessica, temos menos de meia hora para chegar no colégio - minha mãe gritou, interrompendo meu blah-blah-blah mental.
            Desci as escadas correndo e entrei no carro - quase pulando -, no banco do passageiro. Minha mãe - como sempre - não parava de fazer planos para o meu futuro, e durante a viajem inteira fiquei escutando em como seria bom se eu fosse uma médica tão boa quanto ela.

         O caro parou na frente de um grande prédio decorado em azul-turquesa com uma enorme placa escrito "H.E.S. Boarding School", olhei para o lugar e viu os estudantes com um uniforme, desses que se vêem em filmes americanos - para as meninas uma saia xadrez num vermelho-sangue e uma camisa polo branca feminina, e para os meninos uma calça do mesmo tom vermelho-sangue das saias e uma camisa polo branca masculina. Ambas as camisas com o simbolo da escola, uma estrela vermelho-escarlate com H.E.S. escrito em branco, embaixo da estrela estava Boarding School em preto.
            - Pelo menos os uniformes não são ridículos igual os do Brasil - me escutei dizendo, então tampei a boca com a mão.
            - Não - minha mãe riu -, não são - ela começou a andar em direção a uma moça, de olhos verde-água, cabelos loiros que batiam na altura da cintura.
            A mulher não parecia tão velha, devia ter uns 20 anos, tinha uma pele branca e lisa. Ela olhou para você e apertou os olhos, e entre um sorriso amarelo disse:
            - Você deve ser a Jessica estávamos esperando por você, sou Michelly Carter, diretora do colégio - ela deu um aperto de mão em minha mãe e continuou: -, seja bem-vinda ao H.E.S. espero que goste de nossa escola. Ahn, Carla você pode ficar apenas mais 10 minutos com sua filha, depois vou leva-la para dentro do campus e apresenta-la à sua companheira de quarto.
            - Ah, tudo bem, eu já estava indo - minha mãe me deu um daqueles abraços tão forte que quase não nos deixam respirar. - Se cuida. E cuidado para não fazer besteira.
            - Táááá, fica tranquila mã... - uma bola de futebol passou por meu ombro por pouco não atingindo minha cabeça - ...e. Que legal, quem fez isso? - você olhou para trás.
            O.k. se fosse aquele garoto gostoso que tivesse jogado a bola, eu realmente não me importaria. O garoto devia ter uns 16 anos, tinha um cabelo preto que estava mega bagunçado, os olhos azuis e um tanquinho muito gostoso, tá eu não tinha visto mas quando o vento soprou a camisa se colou no corpo dele e pude ver que ele era supergostoso. Não que eu estivesse pensando em fazer alguma coisa com ele, eca!
            Ele estava usando uma camisa branca com "H.E.S." escrito em verde no peito. O garoto foi correndo em minha direção, o que me deixou um pouco nervosa, nem reparei que ainda estava segurando a bola. Michelly estava olhando para o garoto, com uma cara de advertência, o garoto abriu um sorriso tão metido e misterioso que tive que me segurar para não suspirar.
            - Cole, ahn, eu gostaria que você tomasse mais cuidado com a bola - Michelly disse acabando com a magia do garoto, que parou de olhar para mim e se virou para a senhora Carter? Eu realmente teria de chama-la assim?
            - Desculpe senhora Carter, vou tomar mais cuidado da próxima vez - Cole olhou mais uma vez para mim.
            - Espero que não haja próxima vez - ela seguiu o olhar dele e revirou os olhos -, essa é Jessica Winky ela vai ser a nova colega de quarto de sua irmã.
            Consegui ver o sorriso que Cole deu, o sorriso dele era branco e fofo, percebi que o sorriso dele se abriu um pouco mais e quando eu devolvi o sorriso, os dentes dele desapareceram dando lugar a uma expressão gentil e disse:
            - Quer que eu mostre para ela onde fica o quarto? - ele relaxou o ombro e pareceu um pouco mais normal - Eu sei que você tem que ficar aqui pra receber novos estudantes e... - ele virou a cara para me olhar - Eu não vou me importar de mostrar a ela onde é o quarto dela, fora que, preciso falar com minha irmã.
            - Não é uma má ideia - a senhora Carter olhou para minha mãe e para mim e então continuou: -, se não tiver problema para vocês, é claro.
            Sua mãe estava balançando a cabeça como quem dizia "tudo bem, sem problemas",olhei para minha mãe e disse: - Tá bom, não me importo - sorri, agarrando a corrente prata com uma estrela partida ao meio escrito "Amiga dele →" que eu havia ganhado de David antes de sair do Brasil (na dele havia escrito "← Amigo dela") .
            - Ótimo, hummmm... Cole? - Michelly disse e ele assentiu.
            Peguei minhas malas e fui para perto de Cole, ele alterou o olhar entre as malas e a mim e então com um sorriso no rosto disse:
            - Deixa que eu te ajudo com isso.
            Escutei minha mãe dizer quase num sussurro "que cavaleiro" e então ela deu uma risadinha. Olhei para minha mãe e revirei os olhos e então ela tapou a boca com a mão e disse: - Desculpe, te vejo no mês que vem querida.
            - Tá bom mãe - me virei e comecei a andar ao lado de Cole.
            Ele estava tão perto de mim que quase sempre nossos ombros se roçavam, quando viramos a esquina para que dava de frente ao dormitório feminino Cole pegou em minha mão e então entramos. Olhei para nossas mãos entrelaçadas, Cole praticamente leu meus pensamentos porque ele tirou a mão dele de perto da minha.
            - Desculpa, é que estou acostumado a entrar aqui com a minha irmã - ele abaixou um pouco o olhar para meus seios, mas logo voltou a olhar nos meus olhos. - Só. Que de mãos dadas, desculpe, sério mesmo.
            - Ah, tudo bem, eu ahn, não me importo - menti.
            Droga, é claro que eu me importava, ele era lindo e tudo mais, mas caramba eu tinha acabado de chegar nem o conhecia direito, e eu tinha acabado de me mudar, e fala sério eu não me sentia muito confortável com ele segurando minha mão. Não, eu não podia ficar pensando nisso.
            - É ótimo que você não se importe - ele sorriu e então parou na frente de uma porta branca com o número 126 em vermelho. - Ahn. É aqui que minha irmã fica - ele deu uma risadinha sarcástica -, e também é aqui que você vai ficar - e talvez eu venha dormir contigo algumas noites. Ok, ele não tinha dito isso mas o pensamento meio que ecoou entre nós.
            - Ahn, legal - eu disse tentando abrir um sorriso Cole abriu a porta e então fez um gesto para que eu entrasse.
            Entrei no quarto. Tinha duas camas uma num lado do quarto outra em outro, as tinha uma portinha entre as duas camas que dava ao banheiro, uma das camas estava totalmente bagunçada e na parede acima dela tinha um poster do Christopher Drew.
             - Minha irmã é apaixonada pelo Chris Drew de Never Shout Never - ele sorriu e então olhou para o banheiro. - Ela deve estar tomando banho.
             Não demorou muito para uma garota de cabelos pretos sair de dentro do banheiro segurando a toalha em volta do corpo. Ela era bastante parecida com o irmão só que ela tinha olhos verde-água. - O que e com quem você está falando sobre mim Cole? - A garota deu uma risada histérica, e então olhou para mim sorrindo. - Sua nova namorada?
             Ahn? Ela realmente achou que eu fosse a nova namorada do irmão dela?
             - Nossa, não - ele fechou os olhos e balançou a cabeça. - Essa é a Jessica, sua nova colega de quarto. Jess essa é a Candance minha irmã gêmea, superchata.
             - Oi - eu disse tentando esconder que estava com vergonha.
             - Oi Jess, não liga para o meu irmão idiota - ela revirou os olhos. - Pode me chamar de Candy, todo mundo me chama assim.
             - Tá - Cole fez um barulho de vomito -, eu vou deixar vocês conversarem, e se conhecerem, sei lá o que as meninas fazem. Foi um prazer conhece-la Jess.
             - Ei, o prazer é todo meu - eu disse acenando com a cabeça para Cole, enquanto ele sorria e saia do quarto.
             Candy se jogou na cama e pegou um sutiã e uma calcinha, ela colocou sem tirar a toalha do corpo, e então jogou a toalha no banheiro e colocou o uniforme.
             - Ahn, desculpa a bagunça - ela deu um sorriso amarelo -, eu prometo que vou arrumar. É que, eu odeio as coisas arrumadas.
             - Você não é a única - nós duas rimos.
             Joguei minha malas ao lado da cama, e então fui pegar uma roupa para colocar.
             - Ahn, você só pode sair do quarto sem o uniforme se tiver autorização - Candance abriu o armário dela e pegou a menor saia que tinha e jogou para mim. - Usa essa saia por enquanto, você é menor que eu então não sei se vai servir. Vou pegar uma blusa para você.
            - Valeu - vi Candy sair do quarto e então tirei o shorts que eu estava usando e coloquei a saia xadrez, não, não ficou tão grande.
            A porta do quarto se abriu e pensei que fosse Candy com a camisa, e então comecei a tirar a blusa que estava usando. Só percebi que era Cole quando ele disse: - Uhul, é meu aniversário?
            Revirei os olhos e coloquei a blusa de novo, sorte que eu estava com sutiã. - Você é muito infantil. O que está fazendo aqui?
            - Vim pegar minha jaqueta - ele pegou uma jaqueta masculina que estava jogada no chão. - Peguei. Ahn, tchau. A gente se vê mais tarde.
            - Tá - hesitei -, eu acho.
            Cole fechou a porta e então fiquei sentada na minha cama, esperando a Candy com a camisa que eu iria usar, abri o sexto livro de The House Of Night e comecei a ler, não demorou muito para que a porta se abrisse, Candy estava segurando uma camisa branca com o simbolo da escola.
            - Toma, peguei essa da minha amiga Lissa - ela sorriu. - Ela disse que você pode usar, e eu acho que serve em você.
            - Tá, tudo bem.
            Peguei a camisa e entrei no banheiro para vesti-la. Candance bateu na porta duas vezes e dando uma risadinha disse:
            - Cara, você tá com vergonha? Tipo, eu me troquei na sua frente, temos a mesma coisa, não precisa entrar no banheiro.
            - Ah, fala sério - hesitei em falar de Cole. - Seu irmão entrou no quarto e me viu seminua enquanto você tinha ido pegar a camisa. Só estou me prevenindo.
            - Ah, o.k.
            Vesti a camisa, e me olhei no espelho. Arrumei meu cabelo que estava uma bagunça, e lavei o rosto eu não acredito que estava com cara de sono.
            Peguei na maçaneta e comecei a gira-la, quando a porta se abriu, me assustei com Candy parada em frente ao banheiro.
            - Pow, ficou muito show em você - ela pegou em minha mão e começou a me puxar para fora do quarto.


TO BE CONTINUED...
PRÓXIMO CAPITULO: 09/08/2011 (: