sábado, 10 de dezembro de 2011

Can't Stand It - Drew Ingle (8)

            Esperei por ela sentado desde as 8 a.m. numa escada que dava entrada para o refeitório.
            — Idiota! Por quê você não espera ela acordar? É claro que ela não viu. — Eu disse a mim mesmo.
            Olhei uma ultima vez para o relógio, já eram 9h. Cadê ela?
            — Talvez ela não tenha visto, ou ainda esteja dormindo... — Disse, pegando meu celular.
            Digitei uma mensagem para Lucas:
            "Eu te falei, sério bro, duvido que ela apareça."
            Estava quase me levantando quando ouvi o som de risadas, e rapidamente o delicioso som da risada dela, mas ela estava com alguém.
            Olhei para o lado procurando quem estava com ela, até que consegui vê-las. Era a Candy.
            Bufei e revirei os olhos, sério mesmo que ela veio?
            Droga! Será que ela deixaria eu ficar sozinho com a Jess? Tomara que sim.
            — Dreeeeeew! — Candy disse enquanto saltitava e ria. — Como vai você e a sua "isca", velho? — Ela disse piscando e dando um aceno de cabeça para a Jess.
            Ainda bem que ela tinha notado, mas isca?
            Depois de alguns segundos passando tudo pela cabeça entendi o que ela estava falando com "isca". Ela já entendera que eu gosto da Jessica.
            Ótimo.
            Só espero que Candy não conte para ela.
            — Ahn? — Eu disse hesitante. — Eu tô bem, e minha "isca", você quis dizer se ela está bem ou... Do outro sentido?
            —Dãããr, seu raciocínio está lento hoje Drew... — ela revirou os olhos e fez uma careta, provavelmente, percebendo minha irritação com tudo isso enquanto Jess chegava perto de nós — Estou falando do outro sentido, como vai isso?
            — Não sei... —  Suspirei olhando para o jeito de Jess — Sei lá velho, precisa de tempo pra isso.
            — Às vezes é mais fácil do que parece, nós nem sempre falamos o que realmente sentimos, lembre-se disso — um sorriso, e numa pirueta infantil Candy se virou para olhar Jess que estava numa espécie de transe olhando para o céu — Alô-ôu tem alguém ai? Não é Jess, que as coisas são mais fáceis do que parecem?
            — Não sei do que estão falando mas... Nada é impossível, e se isso realmente vale a pena não vai ser fácil de conseguir — Jess estreitou os olhos, parecendo não entender como havia parecido uma verdadeira filosofa.
            Não consegui conter um riso breve e um sorriso, então ela me olhou com cara feia e então logo abaixei o rosto, segurando-me para não rir.
            Candy deu um beijo no rosto de Jess, e um abraço em mim, então me virei para irmos ao ponto em que havíamos parado na noite anterior.
            — Ei, J.
            — Oi?
            — Hoje você tem duas escolhas: jogar basquete ou cavalgar — enquanto eu rodava a chave ela fez uma cara pensativa —, make your choice!
            — Cavalgar, nunca cavalguei então você terá que me ajudar.
            — Ótimo, mas não sou um bom professor, fique sabendo — sorri, e correndo fui até o estabulo.
            Os cavalos começaram a se movimentar de forma mais agitada quando entramos, cheguei mais perto de Paidy a égua em qual eu montava desde pequeno.
            Afinal ela era a única que gostava de mim, e permitia que eu chegasse perto dela.
            Jéssica chegou perto de Unsympathetic, como diz o nome a égua mais antipática e insensível dalí, nunca a vi gostando de ninguém, exceto de J., mas quem não gostaria de J.?
            — Essa é Unsympathetic, ou apenas Unsy, como preferir.
            — Ah... — Jes sorriu acariciando Unsy com um sorriso — Nome... interessante.
            Eu ri, J. ainda não sabia como a égua era com os outros, por Unsy não era, o que é com Jessica, e sim um égua comum, como Paidy para mim.
            — Acredite, ela só é assim com você.
            Jes olhou para mim com aquele tipo de olhar enigmático, então sorriu.
            Já mencionei que o sorriso dela é simplesmente perfeito? P-E-R-F-E-I-T-O, com todas as letras. É aquele sorriso que tem o poder de iluminar o dia de alguém, ou deixar alguém feliz quando se precisa chorar. O tipo de sorriso que deixa qualquer um apaixonado — ou com inveja.
            Eu por outro lado, o invejo, e, também sou apaixonado por ele.
            — Então... me ajuda? — ela perguntou.
            Assenti hesitar, como era de se esperar. Peguei uma manta, e com cuidado — considerando o fato de que Unsy me odeia — joguei uma manta vermelha nas costas de Unsy, antes de colocar a sela.
            Unsy não me chutou, ou ao menos se mexeu, enquanto Jessica acariciava a região de sua orelha.
            Devo admitir: fiquei surpreso.
            Com minhas mãos na cintura dela, ajudei-a a subir na égua, que estava bastante satisfeita em levar J. consigo.
            — Tá bem aí em cima?
            — Melhor impossível — ela sorriu novamente.
            Ajeite-me em Paidy, e ensinei a Jess como controlar a égua. Depois de treinarmos alguns minutos na área perto dos estábulos, eu disse:
            — Pronta? — ela assentiu. — Ótimo, siga-me, ok?
            — Certinho, professor. — Ela sorrindo enfatizou a palavra professor.
            Demos a volta no estabulo, só para saber se ela já conseguia controlar Unsy, e também para saber se a égua não a derrubaria.
            Assim que entendi que Unsy não tinha intensões como essa, e que J. já conseguia se equilibrar e cavalgar, comecei a ir em direção ao lugar em que eu queria mostrar a Jessica.

            — Para onde, exatamente estamos indo, Drew? — Jess perguntou enquanto olhava fixamente para mim — Tipo, eu nunca vi para essa parte do colégio, então espero que você saiba para onde estamos indo.
            Sorri, então escutei a familiar letra da música No Sleep de Wiz Khalifa, imaginei que algum carro havia passado por ali, já que naquela parte de NY, o lugar não é um dos mais... desertos.
            Ao invés de responder a — merecida — resposta de Jess, apenas fingi que não à escutei e continuei indo para onde desejava leva-la, percebi que ela revirou os olhos — ela devia estar com aqueles pensamentos um tanto femininos demais como "meninos, tão idiotas", ou algo parecido, pensando bem, eu não queria saber, não mesmo.
            — Já estamos chegando.
            E estávamos mesmo, aliás não sei porque ela havia ficado tão — não sei, vamos dizer: — aflita, pois não demoramos mais do que alguns minutos para chegarmos, lá...
            A onde?, você deve estar se perguntando, e bem... aquele era o meu segundo local favorito em toda a escola — perdendo apenas para a quadra —, queria que fosse assim para Jess também.

TO BE CONTINUED...
DESCULPA A DEMORA, MAS EI, EU VOU COMEÇAR A POSTAR DIARIAMENTE (espero, pelo menos).